

Pensando cada vez mais no desejo quase que obsessivo de se tornar linda aos olhos de quem as vê, mulheres apelam pelas “armas” disponíveis nos pontos de vendas para conquistar um emprego, um marido ou mesmo um amigo. Sim, há pessoas (de todos os sexos) que vestem marcas e rótulos a mais e porque não dizer demais para estarem inclusos em tribos.
O estar de bem com o reflexo é colocado lado a lado às influências midiáticas. Não é novidade que a televisão seja a ré das crianças indefesas e das mulheres siliconadas e dos metrossexuais que se escondem na sua real identidade. Por que não culpam o Governo? (Pulemos essa parte!). Mas, de todo modo a contemplação do belo se esbarra na fila de invejosos e críticas ao bel-prazer dos incomodados.
Quando a atriz Carolina Dieckmann cortou a cabeleira para interpretar a enferma em Laços de Família, vimos a beleza trocar de papel com a preocupação social quando se tematizava no folhetim o câncer e a difícil aceitação do “eu” com sua nova imagem.
Na publicidade, também se percebe a negação da beleza. No caso Havaianas: o diálogo entre vovó e netinha, a campanha da Haiavanas Fit tinha como foco correlacionar o moderno e usual com o antiquado e careta. O uso das novas havaianas fora comparado ao atual jeito de lidar com as normas de vivência: fazer sexo a qualquer idade, estado civil ou renda. Pelo visto, o modernismo da vovó não agradou a crítica que censurou o que hoje em dia é exposto como normal seja em novela, na música ou em qualquer outro veículo de comunicação. Absurdos à parte!
O meio universitário não ficou fora da lista de uma beleza proibida e desrespeitada. No caso Geisy e a sua mini-saia colocaram a perplexidade diante de tantas outras problemáticas presentes na sujeira dos bastidores políticos e nos corredores das repartições públicas.
Mas, foram os centímetros a menos de pano que ocasionaram um holofote inexplicável e desnecessário. Era como se a minha colega de trabalho nunca soubesse o que seja um decote. Era como se o mundo inteiro mostrasse aos filhos nossos de cada dia que dançar o créu “pode”, mas usar mini-saia só se o seu corpo se assemelhasse com as top models. Ironias sem sentido que nos assolam. Enquanto se vêem as máquinas das mini-saias a todo vapor, o que é admirável é ainda alvo de nariz torcido nos dias de hoje.





